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Compreender a Ansiedade nas Crianças: Uma Abordagem Sensível

Entender e explicar a ansiedade às crianças pode ser um desafio delicado. Este artigo procura orientar os pais e educadores sobre como abordar esse tema complexo de uma forma que seja acessível e compreensível para os mais pequenos.

O Que é a Ansiedade?

Antes de explicar a ansiedade às crianças, é crucial termos uma compreensão clara do conceito. A ansiedade é uma resposta natural do organismo a situações percebidas como ameaçadoras. É uma reação ao stress, manifestando-se através de sentimentos de nervosismo, preocupação e insegurança.

Como Abordar a Ansiedade com as Crianças

  1. Comunicação Clara e Simples: Ao explicar a ansiedade, opte por uma linguagem clara e simples, adequada à idade da criança. Evite termos demasiado técnicos e recorra a exemplos concretos que a criança possa compreender.
  2. Use Metáforas Ilustrativas: Recorrer a metáforas pode ser uma estratégia eficaz. Por exemplo, comparar a ansiedade a borboletas no estômago pode tornar o conceito mais tangível e menos assustador.
  3. Destaque a Natureza Temporária: Saliente que a ansiedade é uma emoção temporária e que todos, em algum momento, a experimentam. Explique que é algo que passa, assim como as nuvens no céu.
  4. Validação dos Sentimentos: É crucial validar os sentimentos da criança. Dizer-lhe que é normal sentir-se ansiosa em determinadas situações pode ajudar a normalizar a experiência emocional.
  5. Foco em Estratégias de Lidar com a Ansiedade: Em vez de se concentrar apenas na explicação do problema, destaque estratégias para lidar com a ansiedade. Ensine técnicas simples, como a respiração profunda, que a criança possa usar quando se sentir nervosa.

O Papel dos Pais e Educadores na Abordagem da Ansiedade

  1. Ambiente Seguro: Crie um ambiente seguro onde a criança se sinta à vontade para expressar os seus sentimentos. A empatia e o apoio são fundamentais para ajudar a criança a lidar com a ansiedade.
  2. Modelagem Comportamental: Os adultos desempenham um papel crucial na modelagem de comportamentos saudáveis. Demonstre como lida com situações stressantes de forma positiva, para que a criança possa aprender observando.
  3. Estabeleça Rotinas: A previsibilidade proporcionada por rotinas pode ajudar a reduzir a ansiedade nas crianças. Saber o que esperar em diferentes situações pode dar-lhes uma sensação de controlo.
  4. Incentivo à Expressão Emocional: Incentive a criança a expressar as suas emoções através de desenhos, histórias ou mesmo conversas informais. Isso pode ser uma forma saudável de aliviar a ansiedade.

A Importância da Aprendizagem Emocional:

Ao abordar a ansiedade, é essencial reconhecer que a aprendizagem emocional é uma parte vital do desenvolvimento infantil. Ajudar as crianças a entenderem e expressarem as suas emoções contribui para a construção de uma base emocional sólida.

Orientar os Mais Novos numa Viagem Emocional

Explicar a ansiedade às crianças não é apenas fornecer informações; é orientá-las numa viagem emocional, ajudando-as a compreender e gerir as suas emoções. Ao criar um diálogo aberto e oferecer ferramentas práticas, os adultos desempenham um papel significativo no apoio às crianças enquanto desenvolvem uma compreensão saudável das emoções. Essa abordagem sensível não só ajuda a criança a lidar com a ansiedade, mas também a construir uma base emocional resiliente para o futuro.

Autor

Viajou por muitos países, conheceu muitas pessoas e muitos lugares. Aprendeu com todas as pessoas que observou e com quem conversou. Trabalhou em Portugal, na Bélgica, nos EUA e em Angola. Hoje desenvolve o seu trabalho na área da gestão de pessoas (recursos humanos), formação, coaching e mentoring. E escrita, adora escrever. Assumiu diferentes funções e colaborou com empresas em diferentes estados de maturação, quer em ambiente nacional, quer internacional. Desempenhou funções relacionadas com: gestão do talento e tarefas inerentes; gestão de recursos humanos em sentido lato e formação e desenvolvimento. A nível académico, estudou direito na Universidade de Coimbra, mas foi em Psicologia e no Porto que encontrou a sua verdadeira vocação. É certificada em Coaching, PNL e estuda todos os dias mais um pouco, vê mais um pouco, ouve mais um pouco para poder ser mais cultivada. Hoje gere a UpTogether Consulting e trabalha com pessoas, para pessoas. Faz programas de shaping leaders e reshaping leaders e gosta muito do que faz. Costuma dizer às crianças que forma enquanto voluntária em educação para os direitos humanos: “quando mais soubermos, quanto mais conhecemos e sentimos, menos somos enganados”. Enfrenta cada dia com uma enorme alegria que é simples de ver e sentir!

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